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segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Mais uma catastrofe ambiental causadas por mineradoras

A foto é do Instituto Evandro Chagas e confirma mais uma catástrofe ambiental causada pela mineração no Brasil. A mineradora norueguesa Hydro deixou vazar rejeitos de sua operação de extração de bauxita que contaminaram mananciais responsáveis pelo abastecimento de diversas comunidades de Barcarena, no Pará. O relatório do Evandro Chagas constatou que os rejeitos da Hydro contêm alumínio, chumbo e soda cáustica. 
A imagem pode conter: céu e atividades ao ar livre

Quem é de Minas Gerais sabe, quem é do Pará também: o rastro de devastação que as mineradoras deixam atrás de si é uma conta que não vale a pena pagar. Taí, mais uma Mariana.

Fonte: Idelber Avelar via facebook

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Intervenção no Rio de Janeiro pode se tornar palco de mais um fracasso militar

Carta de Frei Beto para o general Braga Neto, interventor no Rio de Janeiro
Resultado de imagem para fotos do exercito no rio de janeiro

"General, o Rio precisa de intervenção cívica, e não militar. O Estado fluminense e a prefeitura carioca estão acéfalos.
Em 10 anos de implantação das UPPs houve tempo suficiente para evitar que uma geração de crianças e jovens escapasse das garras do narcotráfico. Cometeu-se o equívoco de instalar postos policiais nas comunidades, e não escolas, cursos profissionalizantes, quadras de esportes, oficinas de dança, teatro, música e literatura.

O Exército brasileiro acumula uma história de fracassos. Promoveu um genocídio no Paraguai, e até hoje os arquivos da guerra no século XIX são mantidos secretos para não envergonharem a nossa história militar. Fez uma matança desnecessária em Canudos para evitar que os nordestinos se livrassem da tutela dos donos de engenhos.

Deixou-se manipular pela Casa Branca, em 1964, para derrubar o governo democraticamente eleito de Jango, e implantou uma ditadura que durou 21 anos.

Não permita, general, que haja novo fracasso. Não autorize seus soldados a se transformarem em assassinos fardados que, ao ingressar nas comunidades, primeiro atiram e depois interrogam.

Sua missão será tão inútil quanto a das UPPs se acreditar que a violência que assola o Rio é culpa apenas do narcotráfico, dos bandidos e das milícias.

As causas é que precisam ser urgentemente combatidas: a desigualdade social, o sucateamento da escola pública, o desemprego, a falência do sistema de saúde.

Não admita que seus soldados e oficiais sejam corrompidos, como ocorre a tantos policiais e autoridades que engordam a conta bancária ao fazer vista grossa para o crime organizado. De onde procedem as sofisticadas armas em mãos dos bandidos? Quem os mantém previamente informados das operações repressivas?

Os problemas não estão apenas nos morros. Estão sobretudo no asfalto, onde residem os que alimentam o narcotráfico, os políticos corruptos, os que permitem que o nosso sistema carcerário seja sede do comando do crime.

Salve a imagem do Exército, general. E convença os governantes do povo fluminense e carioca a renunciarem, para que sejam convocadas eleições antecipadas. A democracia é sempre a melhor alternativa!"

Frei Beto

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Temer pedirá mandados coletivos de busca e prisão no Rio

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente Michel Temer irá pedir ao Poder Judiciário a expedição de mandados coletivos de prisão e busca e apreensão para a atuação das Forças Armadas no Rio de Janeiro.
Alessandro Buzas/Futura Press
Alessandro Buzas/Futura Press
O peticionamento será feito na primeira instância estadual e partiu de uma sugestão do general Eduardo Villas Bôas, comandante do Exército Brasileiro.

A decisão foi tomada em reunião, nesta segunda-feira (19), no Palácio do Alvorada, dos conselhos de Defesa Nacional e da República.

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou que concorda com a iniciativa e que ela não será feita em endereços específicos, mas em zonas, como bairros e ruas.

"Na realidade urbanística do Rio, você muitas vezes sai com um mandado para uma casa e o bandido se desloca. Então, você precisa ter o mandado de busca e apreensão e captura coletiva, que já foi feito em outras ocasiões, para uma melhor atuação das Forças Armadas e das polícias", disse.

Os mandados de busca e apreensão e de prisão amplos, que não especificam o endereço a ser averiguado, já foram alvo, em outras ocasiões, de críticas de especialistas em segurança pública e direitos humanos que entendem que essa medida abre brechas para violações.

Perguntado, ele negou que os mandados representem uma espécie de "carta branca" para que as Forças Armadas possam cometer exageros.

"Não há nenhuma carta branca, nem carta negra, nem carta cinza. Os militares não estarão exercendo ou substituindo o papel da polícia. Não vamos confundir a intervenção, que é um ato administrativo por excelência, com a ação militar, que é GLO [Garantia da Lei e da Ordem]. GLO é a mesma que está valendo lá desde o ano passado e há claramente uma subordinação ao Estado Maior das Forças Armadas, ao Ministério da Defesa, afirmou.


Segundo o ministro, o presidente publicará nesta semana medida provisória para a criação do Ministério Extraordinário da Segurança Pública e anunciará o titular da pasta. O mais cotado é o ex-secretário estadual do Rio de Janeiro José Beltrame.

NOMEAÇÕES

Na reunião no Palácio da Alvorada, convocada às pressas, o general Villas Bôas também solicitou mais recursos para ações de segurança e, em resposta, o presidente garantiu que haverá complementações orçamentárias.

O encontro teve como objetivo ouvir os conselhos de Defesa Nacional e da República sobre a intervenção federal no Rio de Janeiro.

A Constituição Federal prevê que os dois conselhos sejam ouvidos para "opinar sobre a decretação do estado de defesa, do estado de sítio e da intervenção federal". Eles não têm poder de veto à iniciativa presidencial.

Na reunião, a maior parte dos 25 integrantes presentes no encontro concordou com a necessidade da medida anunciada na semana passada.

Na votação, houve duas abstenções, dos únicos representantes de partidos de oposição: os líderes da minoria na Câmara, José Guimarães (PT-CE), e no Senado, Humberto Costa (PT-PE).

O presidente poderia ter convocado os conselhos antes da decisão pela intervenção, em caráter consultivo, mas só o fez depois, quando já havia sido anunciada a medida, o que foi criticado nos bastidores inclusive por parlamentares da base aliada.

Para a reunião, eram previstas as presenças de seis representantes da sociedade civil, mas só foram nomeados três, todos pela Presidência. As indicações da Câmara e do Senado não foram feitas para o encontro.

Foram indicados pelo presidente o ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Carlos Velloso, o diretor-geral da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) Jorge Macedo Bastos e o ex-presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) no Distrito Federal Francisco Caputo.

O primeiro é amigo de Temer há mais de 35 anos e chegou a ser cotado para assumir o Ministério da Justiça no ano passado e o segundo é próximo ao ex-senador Wellington Salgado (MDB-MG).

Na saída do encontro, Humberto Costa disse que não foram apresentados pelo presidente os motivos para a intervenção. Jungmann rebateu a crítica do petista.

"Os motivos foram os seguintes: como está hoje na manchete de um grande jornal nacional, 43% das entregas dos Correios no Rio só acontecem por escolta armada", disse.

"Por fim, o argumento que considera da maior importância para fundamentar essa intervenção: o fato de que mais de 800 comunidades no Rio vivem um regime de exceção, sob controle do crime organizado, das milícias e do tráfico. Esses cariocas não têm direitos e garantias constitucionais.

O ministro fez referência à manchete da Folha de S.Paulo desta segunda (19), segundo a qual, com a onda de violência, 4 em cada 10 endereços na cidade do Rio de Janeiro têm restrições para entregas do Correio.

Fonte: FOLHAPRESS

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Dez detentos são mortos em cadeia pública de Itapajé no Ceará

Dois dias após a maior chacina da história do Ceará, um novo extermínio em massa causa choque e agrava a crise da Segurança Pública no Estado. 
 
 Dez detentos foram mortos na manhã de ontem dentro da Cadeia Pública de Itapajé (a 124 km de Fortaleza). O pano de fundo dessa matança é o mesmo que esteve na chacina de sábado, 27, no bairro Cajazeiras, na Capital, quando 14 pessoas foram mortas. O conflito entre facções justificaria os homicídios no atacado.

No entanto, a versão oficial é de que a chacina de Itapajé não foi uma represália ao que ocorreu nas Cajazeiras. De acordo com André Firmino, titular da delegacia da cidade do Interior, já existia um acirramento entre os detentos de facções rivais na unidade e não há uma relação causa/consequência entre os homicídios de sábado com os de ontem.

“Também pensei em um primeiro momento haver uma ligação com a chacina em Fortaleza. Mas depois das oitivas com os envolvidos, e até mesmo vítimas, é possível ver que não há essa relação”, afirma o delegado. Nove pessoas foram interrogadas durante toda a tarde de ontem na Delegacia de Itapajé. Seis pessoas foram indiciadas por homicídio qualificado em flagrante. São eles: Alex Pinto Oliveira Rodrigues (24); Antônio Jonatan de Sousa Rodrigues (22); Artur Vaz Ferreira (26); Francisco das Chagas de Sousa (24); Francisco Idson Lima de Sales (19); William Alves do Nascimento (20). Todos admitiram o envolvimento e confirmaram que a presença de detentos de uma facção rival motivou a ação. A Cadeia Pública de Itapajé tinha, até a chacina de ontem, 83 presos. Com sete celas, operava com o dobro da capacidade. No momento em que as mortes ocorriam, apenas um agente penitenciário estava de plantão no local para dar conta de todo o contingente da unidade prisional.

“Itapajé é uma cidade onde as Polícias Civil e Militar estão prendendo o tempo inteiro. Só tem um agente penitenciário por dia. Era para ter uma ou duas guaritas e, principalmente, um sistema de videomonitoramento para saber das ações deles”, complementa o delegado André Firmino.

Dois revólveres calibre 38 foram encontrados após as mortes. Assim como munições, duas facas, uma pequena quantidade de drogas e 14 telefones celulares. A unidade dispõe de aparelho de raio-x e ainda se investiga como tudo isso entrou na cadeia.

Na parte da tarde, além dos interrogatórios, os trabalhos em Itapajé se concentraram em duas frentes: a remoção dos nove corpos das vítimas (uma morreu no hospital da cidade) e no trabalho de transferência de 44 presos.

Quanto aos que morreram, quatro corpos foram encaminhados para a Perícia Forense de Canindé e outros seis foram levados para Sobral. Além dos dez homens assassinados, a chacina deixou cinco presos com ferimentos leves — que retornaram à Cadeia Pública ainda no período da tarde — e outros três em estado mais grave, que foram encaminhados a um hospital de Fortaleza.

Os 44 detentos transferidos foram encaminhados para outras unidades da Região Metropolitana de Fortaleza. Todos, segundo o delegado André Firmino, ligados a alguma das duas facções envolvidas na chacina. Esses 44 vão ser divididos nas unidades prisionais de acordo com a facção da qual digam fazer parte. Outros 29 detentos ficaram na Cadeia Pública de Itapajé por não terem ligação com nenhuma organização criminosa. São presos por crimes sexuais ou por falta de pagamento de pensão alimentícia.

A chacina de Itapajé é a terceira do Ceará em 2018. Antes dela e da das Cajazeiras, um primeiro crime também relacionado à rivalidade entre facções ocorrera em Maranguape. Lá, no dia 12 de janeiro, quatro pessoas foram assassinadas.

Somando esses três crimes, o Ceará contabiliza, neste ano, 28 mortos em chacinas. O número é o mesmo do total de mortos nesse tipo de homicídio em massa em todo o ano de 2017.

Com informações do Jornal “O Povo”. Foto: TV Verdes Mares

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