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terça-feira, 6 de setembro de 2016

Debate entre candidatos(as) a prefeitura de Petrolina

Situado na Zona Oeste de Petrolina, Sertão de Penambuco. O bairro João de Deus é um dos mais populosos chegando a ser o segundo maior colégio eleitoral da cidade e possui um nível de carência significativo.

Com aproximadamente 60% das ruas sem pavimentação, serviços e atenção basica insuficientes: o bairro em seus 29 anos, tem um histórico de lutas e reinvidicações pela melhoria da qualidade de vida de sua população.

E tem sido justamente o descaso do poder público que vem levando os comunitários a desacreditarem dos que ali vão em época de campanhas eleitorais para fazer promessas e pedir votos.

Conscientes do nosso papel e sabedores do valor da boa política para o desenvolvimento das nossas comunidades, prezamos pelo exercício da cidadania e efetivação da damocracia de forma clara , contundente onde tudo possa ser construido através da participação de todos(as).

Por este motivo, um dos objetivos deste debate é a assinatura de um termo de compromisso pautado nas principais necessidades do bairro.

E nós que fazemos a CPC temos o compromisso de  em conjunto com a comunidade: insentivar, fortalecer e construir espaços de participação popular com o objetivo de mediar através de um diálogo claro um melhor entendimento político entre poder público e a população.

Organização: CPC- Central Popular de Comunicação
Apóio: Associação de Moradores do Bairro João de Deus

Associação Juízes para a Democracia solta nota contra violência da PM e inércia do MP

Associação Juízes para a Democracia divulgou nota oficial nesta segunda-feira (5) denunciando a violência policial verificada nos últimos dias, em várias cidades brasileiras, em manifestações contra o golpe parlamentar que derrubou a presidenta Dilma Rousseff. 

Os atos de violência e repressão praticadas pela Polícia Militar em vários estados, diz a nota, atentam contra o livre exercício do direito de livre manifestação. Além disso, os juízes pedem ao Ministério Público o efetivo controle da atividade policial. Segue a íntegra da nota:

1. A livre manifestação do povo encontra guarida no seio do corpo democrático, conforme o art. 5º da Constituição da República, que estabelece ser livre a manifestação do pensamento, vedado o anonimato, podendo se reunir pacificamente em locais abertos ao público, independentemente de autorização, sendo desnecessário registrar, no presente instrumento, o alto custo social pago durante os regimes de exceção para que tal direito fosse erigido à estatura constitucional.

2. Diversos atos e fatos no pós 31 de agosto de 2016 demonstram o total despreparo do braço policial do Estado para a escorreita aplicação e preservação da Constituição da República. Nesse sentido, têm-se notícias de uso indiscriminado de balas de borracha contra manifestantes em geral em diversas cidades;
tem-se a notícia de estudante que perdeu a visão do olho esquerdo em São Paulo; 
tem-se a notícia de advogado preso e agredido, em Caxias do Sul, quando se encontrava no exercício da função de defender cidadãos contra abusos oficiais; 
tem-se, ainda, a notícia de manifestantes presos mantidos incomunicáveis por várias horas e de agressão gratuita contra pessoas que participavam do ato pacífico ocorrido em São Paulo no dia 4 de setembro, o que foi testemunhado na pele por repórter da BBC Brasil, violentamente atacado por policiais.

3. O uso da força tem se mostrado desproporcional, por todo o Brasil. A violência praticada envolve lançamento de gás, bombas, disparo de balas, ocasionando lesões corporais indiscriminadas de natureza grave e prisões arbitrárias, tudo em desrespeito primário à cidadania e aos direitos fundamentais.

4. A repressão que impede o exercício pleno de tal direito elementar milita contra a Democracia, contra a Constituição, contra o povo, muito especialmente contra os que tombaram na construção da ordem constitucional vigente.

5. É imprescindível, por tudo isso, que o Ministério Público exerça sua função prevista no artigo 129, VII, da Constituição da República, fiscalizando a atividade policial e exigindo, dos responsáveis pelo comando da polícia e dos próprios secretários da segurança e governadores estaduais, o pleno respeito às liberdades democráticas. 

Espera-se que o Ministério Público exerça tal função considerando que, em uma democracia fundada na promessa de construção de sociedade livre, justa e solidária, como previsto no art. 3º, I, da Constituição da República, o direito de manifestação é garantido não apenas à parcela da população que apoia um determinado grupo político; tal direito assiste aos manifestantes defensores das mais diversas ideologias e agremiações políticas que, sob um regime democrático, deveriam alcançar o poder apenas pelo voto popular.


6. A defesa das liberdades públicas é dever constitucional atribuído a todo sistema de Justiça, inclusive ao Ministério Público na fiscalização da atividade policial. A Associação Juízes para a Democracia reitera que o sistema de Justiça afeto à Constituição é aquele que respeita o direito constitucional de livre manifestação e aceita o pluralismo de ideias. 

Urge reorientação no sentido de uma inflexão na escalada ascendente de desrespeitos e rupturas constitucionais vivenciadas na quadra atual.
São Paulo, 5 de setembro de 2016.

A Associação Juízes para a Democracia
(Do RSUrgente)

Fonte: Carta Campinas

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