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segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Comemoração da Consciência Negra movimentou o João de Deus neste sábado


Uma movimentação especial neste sábado (23) alterou a habitual paisagem do pátio da feira do bairro João de Deus, em Petrolina/PE. Roda de capoeira, apresentações de bandas e exibição de vídeos proporcionaram aos moradores do bairro um momento de reflexão em torno do Dia Nacional da Consciência Negra, celebrado na última quarta-feira (20 de novembro).

Durante três horas, os/as artistas se revezaram aos olhares das dezenas de comunitários/as que compareceram ao evento, que teve o sugestivo título “Cumba: quebrando preconceitos”. Na linguagem Yorubá, “Cumba” significa “negro forte e valente”.

E foi inspirado na força e valentia dos mestres capoeiristas que o grupo Zumbi de capoeira abriu a noite de apresentações. Os movimentos rápidos e precisos chamaram a atenção do público, contagiando as crianças presentes. Em determinado momento, nos quatro cantos da feira havia pessoas jogando capoeira.
Reunido em torno da roda, o grupo de moradores do bairro teve a oportunidade de refletir sobre a negritude assistindo ao documentário “História da resistência negra no Brasil”. Com depoimentos de heróis e heroínas na luta pela liberdade no país, o vídeo fez uma retrospectiva dos movimentos de resistência liderados por negros/as, como o “Quilombo dos Palmares” e a “Revolta da Chibata”.


Logo após a exibição do documentário, a banda Fogo no Munturo, do ponto de cultura “A história dos heróis do povo negro”, sediado na Associação das Mulheres Rendeiras, no bairro José e Maria, trouxe um repertório ensaiado especialmente para se apresentar nos eventos de comemoração da Consciência Negra. Músicas como “Olhos Coloridos”, eternizada na voz de Sandra de Sá, e “Olhos Azuis”, de Édson Gomes, animaram as pessoas.



Ao som da ciranda, foi formada uma roda de mãos entrelaçadas, que deram passagem para a última atração: a banda de moradores do bairro João de Deus, com Cícero nos vocais e Wagner na bateria. No repertório, muito forró, para lembrar que a Consciência se faz na aproximação dos corpos: dança, reflexão e luta pela conquista das mudanças necessárias. 

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