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sábado, 20 de fevereiro de 2016

Depois de protesto contra privatização do ensino, adolescente é mantido preso em Goiás

Menor de 18 anos, segundo advogado de defesa, o jovem ainda está detido para servir de "exemplo” para os que têm participado dos atos contra mudanças na Educação do estado; Casos e provas de violência policial repercutiram na internet.

Escola ocupada em Goiás. | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Mais de 15 pessoas foram presas durante os protestos realizados em Goiânia (GO), nesta quarta-feira (17), contra o aumento das passagens do transporte e em solidariedade aos estudantes e professores presos na ocupação da Secretaria de Estado de Educação, Cultura e Esporte, na capital goiana; Adolescente, W.* é menor de 18 anos e é o único que continua preso.
Responsável pelo caso, Gustavo Sabino Alcântara Silva, advogado do Centro de Referência em Direitos Humanos (CRDH), relatou que W. foi mantido algemado durante toda a sessão de interrogatório, e frisou que o adolescente ainda continua preso para servir de "exemplo". “É absurdo! Ele [o promotor] quer passar a responsabilidade do Estado para um menor de idade para que sirva de exemplo”, disse.
Restrições
Presos junto à W., os adolescentes P.* e R.*, foram acusados de lesão corporal grave contra um dos policiais que, até a tarde de quinta-feira (18), não havia apresentado laudo legal. Os dois só foram liberados com tornozeleiras eletrônicas e devem seguir medidas cautelares como restrição de horário das 21h às 6h, assinar um termo de comparecimento de 10 em 10 dias à delegacia e comparecer a todos os procedimentos do inquérito aberto contra eles, informou ao Brasil de Fato, a advogada de ambos, Clarissa Machado, da Associação Brasileira dos Advogados do Povo (Abrapo).


Organizações Sociais
Os estudantes secundaristas e professores lutam há cerca de dois meses contra o projeto do governador goiano Marconi Perillo (PSDB), que pretende passar a administração de escolas estaduais às Organizações Sociais (OSs). Entidades filantrópicas receberão repasses públicos e ficarão responsáveis pela manutenção e garantia de melhores desempenhos dos estudantes em avaliações feitas pelo estado, além de contratar funcionários e professores.  
O Ministério Público Federal, o Ministério Público Estadual de Goiás (MP-GO) e o Ministério Público de Contas do Estado recomendaram o adiamento do edital. Foram verificados pontos inconstitucionais no projeto de chamamento, entre eles, o fato de que nenhuma das 11 organizações credenciadas pelo Estado para participar do edital preenchem os requisitos previstos na legislação. Além disso, alguns dos responsáveis pelas organizações respondem à processo judicias, inclusive criminais, o que fere o princípio da idoneidade.
“A força da luta desses estudantes secundaristas foi um ânimo muito grande aos movimentos sociais aqui em Goiás, porque eles conseguiram ocupar 27 escolas, ficaram dois meses ocupando [unidades escolares]. Passaram o Natal, o Ano Novo e o Carnaval. Não fosse isso o Ministério Público não teria barrado as Organizações Sociais (OS's) ”, opina Mariana Lopes Barbosa, técnica administrativa da Universidade Federal de Goiás (UFG).
Violência
Doutoranda em História, Mariana contribuiu como apoiadora da luta dos secundaristas levando alimentos e lecionando nas ocupações. Ela relata que em janeiro foi indiciada por ajudar estudantes a denunciar a ação truculenta da Polícia Militar (PM) durante a desocupação de escolas. Ela também esteve presente no ato da quarta (17), organizado pela Frente de Lutas-GO.
No mesmo dia, mais um caso de violência protagonizado pela PM repercutiu pelas mídias sociais. Um vídeo mostrou a adolescente L. S.*, sendo agredida por um policial, que a puxa pela gola da blusa. Outros adolescentes que estavam no local também foram agredidos dentro do prédio que entraram para socorrer uma adolescente que tinha acabado de ser assaltada.
Chamada para socorrer a jovem assaltada, os policiais teriam debochado dos manifestante. “Um dos policiais disse: 'vocês estavam na manifestação, cantando músicas contra a PM e agora pedem a nossa ajuda?'. E aí foi o momento que eu me exaltei e expliquei a ele que deveria ajudar sim porque era o trabalho dele. Ele ficou nervoso comigo e disse que eu estava querendo ensinar a PM a trabalhar. Eu fiquei nervosa e o chamei de otário. Nesse momento eu não lembro de muita coisa, porque ele me puxou pra dentro do prédio, começou toda a guerra e eu só lembro de estar lá dentro presa”, explica L.
Ela também conta que pelo fato de estar algemada, e sua blusa estar rasgada, muitas vezes ficou com os seios a mostra. Em nenhum momento, diz, os policiais deixavam que policiais mulheres a levassem para a delegacia.
A repórter do jornal Diário da Manhã, Maria Teresa Dorneles Franco, também relata um episódio de violência que ela própria sofreu, enquanto trabalhava na cobertura da manifestação. “Um policial desfardado tocou no meu braço e acenou com a cabeça mandando eu ir embora. Sou repórter e estava com o gravador na mão e, portanto, não entendi o que ele quis me dizer. Ele acenou de novo porque queria manter os estudantes do outro lado da rua. Sem dizer uma palavra ele começou a me bater, me deu um empurrão no ombro direito e depois um tapa no ombro direito. Ele tentou ainda me chutar, mas foi impedido pelo fotógrafo que estava comigo e  explicou que eu era repórter”, lembra.
“Os policiais começaram a correr atrás de mim e eu corria com o equipamento fotográfico nas duas mãos. Eu caí e quando me dei conta eles me jogaram para o canteiro central, com a cara no gramado. Eu consegui tirar o cartão da câmera com uma das mãos que estava livre e enfiei ele na boca antes que os PM's confiscassem o material”, diz Vinícius Schmidt, 27 anos, fotojornalista independente.
A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública de Goiás, que não respondeu aos questionamentos até o fechamento desta matéria.
*Por segurança, os nomes dos adolescentes foram omitidos.
Por Norma Odara,
RASIL DE FATO

Zika: “Há uma ocorrência epidêmica muito maior nas áreas de menor renda”, afirma urbanista

Professora da USP, Erminia Maricato defende relação entre segregação socioespacial e reprodução do  Aedes aegypti.
refere-se à periferização ou marginalização de determinadas pessoas ou grupos sociais por fatores econômicos, culturais, históricos e até raciais no espaço das cidades. No Brasil, alguns exemplos de segregação urbana mais comuns são a formação de favelas, habitações em áreas irregulares, cortiços e áreas de invasão.
Em meio à grave situação envolvendo a disseminação do Zika vírus, transmitido pelo  Aedes aegypti, a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) emitiu nota técnica recomendando a suspensão do uso de produtos químicos no combate ao mosquito.



O argumento do documento se baseia na preocupação e precaução em torno dos impactos de tais produtos sobre a saúde. Para a Abrasco, métodos físicos seriam mais seguros, mas, para além deles, ações estruturais de longo prazo deveriam ser pensadas, como a resolução das questões relacionadas à habitação e saneamento, com vistas ao que a entidade chama de “cidades sustentáveis”.
Para comentar a relação entre a estruturação das cidades e a emergência de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, o Saúde Popular conversou com Ermínia Maricato, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP).
Maricato foi secretaria de Habitação e Desenvolvimento Urbano do município de São Paulo (1989-1992). No governo federal, foi da Secretária Executiva do Ministério das Cidades (2003- 2005), cuja proposta de criação se deu sob sua coordenação.

Além de comentar os aspectos da relação entre questões urbanas e de saúde, Maricato também falou sobre o momento político e econômico do país, bem como das dificuldades de uma agenda progressiva para as cidades.

Veja entrevista completa em Saúde Popular

Caso Beatriz parece perto de ser elucidado

Após dois meses de cobranças e varias passeatas com apelos e pedidos de justiça  o caso Beatriz, brutalmente assassinada no dia 10 de dezembro de 2015, poderá ser elucidado. 
 Já fora  oferecida uma recompensa de R$ 10 mil por informações que levem ao autor do crime  e realizada varias passeatas com apelos e pedidos de justiça. o caso também caminha para repercussão nacional que segundo informações locais uma equipe da rede globo esteve nesta sexta feira (19), na cidade de Petrolina PE, coletando informações para uma matéria que será exibida no programa Fantástico que acontece aos domingos á partir das 20h. Ainda nesta sexta o pai e mãe de Beatriz, Sandro Romildo e Lúcia Mota foram recebidos pela Presidente Dilma que esteve nas cidades de Petrolina PE e Juazeiro BA e prometeu reforço nas investigações.

Mas de acordo com as últimas informações foi confirmado pelo delegado  Dr. Marceone que na próxima segunda-feira, 22, pela manhã, acontecerá uma entrevista coletiva com o chefe de Polícia Civil e o delegado designado para este caso, onde divulgarão o retrato falado do assassino. A coletiva acontecerá no auditório do prédio da polícia civil em Recife. 
A sociedade petrolinense espera ansiosa pela conclusão deste inquérito com a prisão do verdadeiro culpado.

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