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quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Movimento Social e Movimento Poular



Os movimentos populares e sociais é a forma mais legítima do cidadão manifestar os seus anseios, perante o estado. Toda vez que a sociedade civil é convocada para dar a sua cota de participação e colaboração em prol da democracia, ela corresponde, basta fazer um levantamento das revoltas populares que aconteceram desde a invasão dos portugueses ao nosso território no século XV, que tinham como objetivo principal transformar o Brasil em colônia de exploração.

 Nesse sentido a sociedade civil foi protagonista em várias batalhas que aconteceram no período colonial. Essas batalhas muitas vezes eram pela própria sobrevivência e contra um regimehttp://cdncache1-a.akamaihd.net/items/it/img/arrow-10x10.png escravocrata que desencadeava uma forte revolta entre os índios, negros e populares que não faziam parte do clã imperial.

No dizer do professor Paulo Freire (1978, p. 196) Se as massas populares dominadas, por todas as considerações já feitas, se acham incapazes, num certo momento histórico, atender a sua vocação de ser sujeito, será pela problematização de sua própria opressão, que implica sempre numa forma qualquer de ação, que elas poderão fazê-lo.

Nesse contexto devemos invocar os populares a aderir em parte ou em sua totalidade as ações mais estratégicas para se chegar ao objetivo final, que é mostrar para o estado a sua revolta, pois os estragos de sua política de inoperância ficam evidenciados nas camadas menos favorecidas da sociedade dominada pelo capitalismo.

Com este cenário de complexidades e incertezas, os populares assumem o seu papel de transformadorhttp://cdncache1-a.akamaihd.net/items/it/img/arrow-10x10.png da história em seus agrupamentos e organizações, com isso ocupa uma pequena parcela no cenário político e

 social, e mostra para a base popular a diferença entre o estado operante e o estado inoperante. Dessa forma os movimentos sociais e populares vêm se constituindo no passar dos anos.

De acordo com José Jobson de A. Arruda e Nelson Piletti (2007, p. 347) o processo de colonização das terras conquistadas pelos portugueses na América teve um caráter conflituoso desde o século XVI. Embora o Primeiro encontro entre conquistadores e nativos tenha sido pacífico, as tentativas posteriores de escravização dos indígenas provocaram tensões que não raras vezes explodiam em conflitos armados. A isso se somou escravização de africanos, que introduziu na colônia novos elementos de tensão étnica e social.

Nesse sentido a composição do movimento popular se baseia na atuação que as organizações desempenham em todos os espaços de luta da coletividade. Por este motivo o movimento popular se constitui em grupos e organizações da sociedade civil organizada que atuam em várias frentes da comunidade, e são controladores de algumas ferramentas de uso coletivo.

Ideologicamente o movimento popular e contra as classes dominantes e burguesas e pressupõe um caráter de classe social e com um papel específico dentro da comunidade, e onde os seus integrantes procuram manter uma postura de fiscalizador das ações do estado dentro da esfera municipal, estadual e federal.

Destacamos que o movimento popular luta por garantia de direitos, essas garantias podem ser transformadas em políticas públicas permanentes, e de uso coletivo. Vejamos que a questão central do movimento popular é basicamente construir um novo formato de atuação das organizações da sociedade civil organizada que luta por melhorias e condições de vida da população, e contra o controle ideológico das classes dominantes.

Portanto e nós espaços de luta da sociedade civil organizada, que se consolidam o papel do agente popular, que é específico para cada tipo de movimento, e com o passar do tempo esses vão firmando a sua identidade dentro da comunidade, que passa a ter esse como referência no controle dos programas de estado.  

Já os movimentos sociais têm outro formato de atuação, pois esses buscam em sua essência um espaço mais amplo nas lutas por garantias de direitos em várias frentes, vamos dar como exemplo o movimento estudantil, embora não seja considerado por muitos um movimento social devido à origem das pessoas envolvidas, que na maioria pertenciam a chamada classe dos pequenos burgueses, é um movimento com característica social e de mobilização de massa. É a pura expressão política das ações que permeiam o sistema dependente em sua totalidade e não simplesmente fundamentada em um posicionamento ideológico de uma classe ou visão de mundo.

Esse exemplo é para falar que na onda do movimento estudantil, vieram outros movimentos de classes sociais, que se destacaram pelo volume de pessoas que levam às praças públicas do Brasil, destacamos o movimento dos trabalhadores rurais sem terra (MST). Esse movimento desencadeou no começo da década de 80 e pressionou vários governos a fazer a tão sonhada reforma agrária no Brasil que contemplasse com segurança aqueles trabalhadores que realmente necessitavam de terra. O LGTB que está surgindo como o movimento de massa do século XXI. Esse movimento merece destaque pela coragem de seus organizadores e participantes, mostrar à cara a uma sociedade que carrega em sua história marcas secular de um preconceito voraz, é no mínimo revolucionário.    

Como relata Nelson Dacio Tomazi (2000, p. 232). A forma de organização de um movimento tem conseqüências importantes com relação a sua dinâmica interna e externa. Internamente, observa-se que uma organização sem a devida hierarquia entre liderança e base pode favorecer  certo espontaneísmo das ações, o que levaria à falta de controle do movimento, resultando em seu próprio prejuízo. Por outro lado, uma organização fundada num corpo de lideres afastado da base pode ser conduzida a práticas autoritárias e elitistas, com os demais participantes desempenhando o papel de “massa de manobra”.

Outro movimento que vem ganhando corpo, por sua complexidade é o movimento dos trabalhadores sem teto (MTST) que teve o seu surgimento em 1997 em virtude da necessidade de organizar no Brasil a reforma urbana e garantir moradia a todos os trabalhadores e a todos os cidadãos, esse movimento tem característica social com o seu surgimento no campo e nas grandes metrópoles.
Pegamos como exemplo os movimentos sociais e populares citados nas linhas anteriores, para destacar a importância da mobilização da sociedade civil organizada, que em certas circunstâncias renunciam parte de seu tempo para fazer o levante das problemáticas que afligem a população das camadas populares e nas grandes metrópoles do país, com isso procuram-se dar um certo destaque em demandas emergências que na sua maioria acontecem por pura incompetência do estado, que não cumpre o papel de direcionador das políticas públicas para o desenvolvimento humano das classes sociais. 
Texto: Elias Silva

CICERO


Arquivos de fotos















quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Mobilização pelo fim da Dívida Pública Brasileira.

DÍVIDA PÚBLICA BRASILEIRA - A soberania na corda bamba - filme completo 

Esta é uma publicação feita com responsabilidade e sem nenhum interesse especulativo ou terrorismo econômico mas sim com o compromisso de uma reflexão de como nós brasileiro(a)s temos que nos iterarmos deste material para uma releitura política e debates profundos dentro de nossos espaços com a intenção de juntos encontrarmos a saída para o fim do endividamento público ao qual herdamos de golpes e políticas mal intencionadas feitas e apoiadas pelos poderes constituídos para a defesa e soberania deste País.
Conclamo a todas as entidades, organizações, instituições e movimentos de caráter social e/ou não a encontrarmos meios de evidenciarmos de forma didática, dinâmica e metodológica o fácil entendimento desses assuntos de interesses tão relevante ao povo brasileiro. 

 
"Não podemos mais esperar que façam por nós é necessário que tomemos as rédeas e reescrevamos a história".
     
Por:  Cicero Do Carmo 
Central Popular de Comunicação   

Serie "Sexo e as Nêga" de Miguel Falabela causa protestos nas redes sociais.

Diversas organizações do movimento negro e em defesa das mulheres acusam de racismo e iniciaram uma campanha de boicote ao programa, 
Os protestos nas redes sociais vem se intensificado contra a nova série escrita por Miguel Falabella "Sexo e as Nêga" que estreará no dia 16 de setembro na Globo.
Veja depoimentos:
Nosso objetivo é criar uma mobilização nacional contra o programa da rede globo “Sexo e as negas” e refletir sobre a representação da mulher negra na tv.
Me descobri totalmente preta faz pouco mais de um ano. Então comecei a lembrar das diversas vezes que sofri o famoso racismo velado e a hipersexualização da Mulher Preta. Aquela que só serve para deitar na cama e satisfazer o parceiro opressor até cansar. Repudio esse rótulo com toda a força que posso e sim boto a boca no mundo para me respeitarem. Globo racista a vcs digo: Racismo e Hipersexualização não passará. Vocês não me representam, sou Mulher Preta e livre!
Rái N'Zinga - Estudante.


"Acredito que essa produção do Falabella foi a gota d'água que estava faltando para darmos o basta juntos. Temos uma longa usurpação do corpo da mulher negra na mídia, fortemente, estilizada e vendida pelo Sargetelli. Quando menina tinha horror de assistir, o mesmo que sinto ao ver os comentários de Luciano Huck sobre a Musa do Carnaval."
Rosa Correa da Silva, Performer, pesquisa maternidade e casamento da mulher negra na cena contemporânea. Diadema/SP.

sábado, 6 de setembro de 2014

Plebiscito/ Constituinte




Se não votou ainda na urna acesse o link que está na imagem, use o numero do CPF e vote no Plebiscito Popular.
J
São mais de 30 mil urnas, 450 entidades e organizações em todo o Brasil apoiando e votando no plebiscito popular.
Nas ruas, praças, escolas, igrejas, sindicatos, associações... Por todo o Território Nacional, manifestações de apoio com participação direta através do  voto, que de forma democrática, apesar da campanha do Sim é respeitado também o direito do Não, é o povo com voz e vez querendo protagonizar as mudanças na política brasileira.
Constituinte Já!

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Limpeza étnica no norte do Iraque: ajuda humanitária não chega a centenas de milhares de civis em fuga



A resposta internacional ao êxodo maciço de civis das áreas do Norte do Iraque que foram conquistadas pelo ISIS tem sido insuficiente até a data. Mesmo os muito publicitados lançamentos aéreos de emergência feitos às comunidades yazidis* encurraladas na montanha do Sinjar, e cercadas por militantes do ISIS, têm se mostrado ineficazes.
A comunidade internacional tem de lançar uma resposta humanitária urgente para ajudar as centenas de milhares de pessoas por todo o Norte do Iraque que fogem da onda de limpeza étnica levada a cabo pelo grupo rebelde jihadista Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIS), afirma a Anistia Internacional.
“O Governo iraquiano, o Governo Regional do Curdistão, os países doadores e as agências internacionais têm de se juntar num esforço concertado para garantir refúgio seguro e ajuda humanitária a estes homens, mulheres e crianças que se veem forçados a fugir face a tal brutalidade”, insta Donatella Rovera.
 Centenas de sobreviventes da zona montanhosa e muitos outros que ainda se encontram no local, sem saída, descreveram à Anistia Internacional que ainda nenhuma ajuda chegou para eles. As garrafas de água lançadas por aviões recentemente têm se partido no impacto com o solo.

Fonte Anistia internacional
Adaptado por Cicero Do Carmo

Iraque: Limpeza étnica ocorre no norte do país na tentativa do Estado Islâmico de eliminar as minorias



A Anistia Internacional reuniu dados que indicam que várias execuções em massa ocorreram em Sinjar em agosto. Dois dos incidentes com mais vítimas fatais aconteceram quando combatentes do Estado Islâmico assaltaram as comunidades de Qiniyeh, em 3 de agosto, e Kocho, em 15 de agosto. O número de pessoas que perderam a vida somente nestes povoados chega a várias centenas.
Um novo relatório (A limpeza étnica em escala histórica: ataques sistemáticos do Estado Islâmico às minorias no norte do Iraque), publicado nesta terça-feira, apresenta uma série de relatos de sobreviventes que descrevem como dezenas de homens e meninos da região de Sinjar, no norte do Iraque, foram capturados por combatentes do Estado Islâmico, e levados para os arredores de pequenos povoados para serem executados. Centenas, possivelmente milhares de mulheres, meninas e meninos, junto com dezenas de homens da minoria yazidi também foram sequestrados desde que o Estado Islâmico tomou o controle da região.
 
Entre as minorias étnicas e religiosas atacadas no norte do Iraque estão os cristãos assírios, os Chies turcomanos, os xiitas Shabak, os membros da fé Yazidi, os Kakai e os Mandaean sabeus. Muitos árabes e muçulmanos sunitas contrários ou considerados contrários ao Estado Islâmico também foram objeto de ataques aparentemente como represália. 

Fonte:  Anistia Internacional Brasil
Adaptado por Cicero do Carmo

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