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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
Luta estudantil garante a permanência do Pibid
Governo federal volta atrás na decisão e não cortará
incentivo à docência.
Lutar vale a pena. Após muita pressão dos estudantes e
professores, o Governo Federal divulgou nesta manhã (25), em audiência pública
no Senado, a decisão de manter o Programa Institucional de Bolsas de
Iniciação à Docência (Pibid). O anúncio do corte de quase 50% nas bolsas
do programa gerou diversos protestos estudantis, comonoticiado ontem
pelo site da UNE.
O Pibid oferece bolsas de R$400 reais aos estudantes de
licenciatura pela participação em projetos na educação básica. Coordenadores e
professores também recebem bolsas de R$1,2 mil e R$600, respectivamente.
Contudo, desde meados de 2015, o programa vinha sofrendo sucessivos cortes nas
verbas.
A redução das bolsas havia sido informada pela Capes, no
último dia 18 de fevereiro, durante o fórum de coordenadores do Pibid, o
Forpibid.
Para a diretora de universidades públicas da UNE,
Graziele Monteiro, o programa é de extrema importância para a educação no
país. ” Com o Pibid as licenciaturas dialogam mais com a realidade das escolas,
fortalecendo a pesquisa de novas formas de ensino. É um grande investimento no
ensino superior ”, disse.
#FICAPIBID
Uma página criada no Facebook, intitulada ”Fica Pibid”
foi um dos canais utilizados pelos estudantes para protestar e fortalecer o
movimento pela manutenção do programa, desde o anúncio dos cortes. Protestos em
diversas cidades do país também demonstraram a força estudantil em favor da
educação.
Na manhã da última terça-feira (23), estudantes da
Universidade Federal do Amazonas (UFAM), fizeram um protesto em frente ao
campus de Manaus. A instituição tem 600 estudantes que recebem os R$400
oferecidos pelo Pibid. Com os cortes, a previsão seria de que 60% dos bolsistas
deixassem de receber o benefício.
Em São Paulo, o protesto ocorreu na cidade de Santo
André, com um marcha que culminou na Universidade Federal do ABC Paulista
(UFABC). Estudantes da Unifesp Diadema e do Instituto Federal de São Paulo,
campus Caraguatatuba, também protestaram contra os cortes nesta última semana.
Por : Renata Bars.
UNE - União Nacional dos Estudantes
http://www.une.org.br
PL 2016/15 que tipifica o crime de terrorismo pode reprimir e criminalizar manifestações e ações dos movimentos sociais
NOTA PÚBLICA
A Anistia Internacional lamenta profundamente a aprovação
no dia do ontem (24/02) do projeto de lei 2016/15 que tipifica o crime de
terrorismo e vê com preocupação as consequências da aprovação desta lei para a
garantia do direito à manifestação e as ações dos movimentos sociais em geral.
O projeto de lei aprovado é demasiadamente amplo, vago e
não cumpre o requisito básico de qualquer lei penal de ser específica em sua
tipificação, estando sujeito a uma interpretação subjetiva por parte do sistema de
justiça. O PL também aborda crimes que já são tipificados pela lei penal
brasileira, o que indica que não haveria necessidade de um novo projeto de lei.
O mais grave é que dá margem para uma maior criminalização de manifestantes e
movimentos sociais.
A ressalva que visa proteger movimentos sociais,
sindicatos e manifestações não é garantia de que a lei antiterrorismo não será
usada contra esses grupos. “Na atual conjuntura brasileira em que leis
totalmente inadequadas ao contexto de protestos (como a Lei de Segurança
Nacional e a Lei 12.850/2013 sobre organizações criminosas) foram usadas na
tentativa de criminalizar manifestantes em protestos desde 2013, é muito grave
a aprovação de um projeto de lei "antiterror" que poderá aprofundar
ainda mais o contexto de criminalização do protesto em geral”, explica Atila
Roque, Diretor Executivo da Anistia Internacional Brasil.
A organização documentou alguns desses casos nos
documentos "Eles usam uma estratégia de medo" (http://bit.ly/1Sx0nMU)
e "Balanço geral dos protestos na Copa 2014" (http://bit.ly/1S4lNTo).
A Anistia Internacional destaca ainda que a aprovação do PL 2016/15 transforma
o que foi apontado como risco de grave retrocesso no relatório global "O
Estado dos Direitos Humanos no Mundo 2015/16" (http://bit.ly/1OuCAZ4),
lançado em 23/02, em uma triste realidade.
O projeto de lei aprovado e que
segue agora para sanção presidencial deveria ser integralmente rejeitado pela
Presidência.
(http://bit.ly/1TafxLs).
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