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domingo, 21 de setembro de 2014

Descaso e Violação de Direitos


Frente o descaso do ministro da Justiça ao cancelar reuniões já agendadas e a consequente criminalização e perseguição das lideranças que lutam pelo reconhecimento da terra. O povo Kaingang do Rio Grande do Sul de Kandóia, Faxinalzinho ainda aguarda a assinatura do ministro, José Eduardo Cardozo, para dar continuidade ao processo de levantamento fundiário para indenização dos agricultores situados nessa zona. 
Confira aqui a carta e as assinaturas:
Ata de Kandóia
Nós, da Terra Indígena Kandóia Faxinalzinho no Rio Grande do Sul viemos através deste documento dizer que nós sempre dialogamos com todas as instituições para o andamento do processo da nossa terra, mas o governo nunca decide nada, além de marcar reunião.

Fomos enganados pelo Ministério da Justiça, quando não veio para o nosso estado. Nossas lideranças acabaram sendo presas, fomos humilhados pelos agentes da Polícia Federal, quando eles proibiram os indígenas Kaingang de falar nossa língua dentro na nossa aldeia.

A mesa de diálogo está indo para mesa de negociação, mas direito não se negocia! Há mais de dois anos está na mesa do ministro o nosso processo só aguardando a assinatura. Queremos que se cumpra a lei brasileira e a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Não esqueçam que existe um povo com 300 pessoas, 70% de crianças que muitos já faleceram por falta de alimento e saúde. Esperamos a vontade política e cumprimento das leis pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, que precisa assinar a Portaria Declaratória de posse dos indígenas de Kandóia, Fazinalzinho, RS.

Estamos autorizando a Arpin Sul através de Rozane Kaingang para nos representar na mesa de diálogo.

 
 


quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Mais de 100 pessoas foram mortas por mês no Brasil por forças policiais em 2013



Um policial foi assassinado para aproximadamente cada quatro cidadãos mortos pela polícia no Brasil.

No ano passado, ocorreram ao menos 1.259 homicídios cometidos por policiais e 316 baixas nos quadros das policias civil e militar em 22 Estados que forneceram dados a pedido da BBC Brasil.
Com base nos dados compilados pela BBC Brasil a cada mês de 2013 aproximadamente 105 pessoas foi mortas pelos agentes da lei e 26 policiais foram assassinados por criminosos nesses Estados.
Os dados apontam tanto para uma alta letalidade das ações da polícia como para o grande nível de risco ao qual os agentes da lei estão expostos no país, segundo analistas.
A BBC Brasil solicitou dados oficiais sobre a violência relacionadas a policiais em todos os Estados brasileiros e no Distrito Federal, mas cinco deles não responderam até a data de fechamento da reportagem e quatro enviaram dados incompletos.
Átila Roque, diretor da Anistia Internacional no Brasil, diz que "no Brasil temos uma das polícias que mais matam e mais morrem em todo o mundo”.
Ele acredita que, no contexto nacional, o policial civil ou militar é tanto “algoz quanto vítima”, num modelo de segurança pública que necessita de “urgentes reformas”, incluindo a desmilitarização das polícias.

Veja na íntegra http://www.bbc.co.uk - BBC Brasil.
Adaptado por Cicero Do Carmo

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