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terça-feira, 18 de março de 2014

Movimentos sob censura



O que a mídia não mostra!

O MST realizou, em Brasília, seu VI Congresso com participação de 16.000 pessoas. Um Congresso de encher os olhos, de esquentar os corações, pela vibração das crianças, jovens e adultos presentes. 

A sociedade brasileira foi privada de conhecer e acompanhar este espetáculo de organização e mobilização, os temas debatidos, os apoios recebidos. Os grandes meios de comunicação fizeram questão de ignorar o evento, de invisibilizar esta demonstração de pujança e vitalidade, mesmo em tempos difíceis de perda do dinamismo original.

O Congresso passaria totalmente desconhecido, não fosse um incidente, ocorrido durante marcha que cobriu de vermelho a Esplanada dos Ministérios. Incidente provocado pelo despreparo da polícia, que originou um confronto em que algumas pessoas ficaram feridas. O que era ignorado, acabou se tornando manchete das redes de TV e dos grandes jornais impressos que qualificaram de desordem, de baderna, uma manifestação alegre, mesmo que impregnada de indignação pelo descaso do governo com os sem-terra no Brasil.
 O que a mídia só mostra!

O que o Brasil ficou sabendo é que o MST queria ocupar o Palácio do Planalto e o STF. Este chegou a suspender a sessão que realizava. Nenhum órgão da imprensa mostrou que os dirigentes do movimento tentavam acalmar os ânimos exaltados dos participantes diante da total incompetência da polícia. Um mês depois do encerramento do Congresso é isso que a mídia continua repassando ao público brasileiro. 

Os movimentos sociais estão sob censura. Uma censura tão ou mais grave que a censura da ditadura militar. Censura imposta pelos donos dos meios de comunicação, para quem as ações populares representam um perigo para seus privilégios. A eles interessa noticiar o que pode desgastar a imagem dos movimentos, nunca o que estes representam no resgate da cidadania de milhares de pessoas.

Do Editorial do jornal Pastoral da Terra -  Ano 39, nº 215 – Janeiro a Março de 2014
Fonte: http://www.brasildefato.com.br/node/27783

terça-feira, 11 de março de 2014

Mulheres Sem Terra protestam em Petrolina

Mulheres agricultoras protestam contra a PPP e pela reforma agrária. (Foto: Juliane Peixinho/G1)

Dois dias depois do dia 8 de março, em que se comemora no mundo inteiro o Dia de Luta das Mulheres, cerca de 300 mulheres Sem Terra realizaram um protesto, nesta segunda-feira (10), em frente à Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf), em Petrolina (PE). 

Elas exigem que a Codevasf seja a adutora para o abastecimento de água em todos os assentamentos do Vale do São Francisco, assim como cobram pelo abastecimento, tratamento e estruturação de água para consumo das áreas de reforma agrária.

PPP

A Parceria Público Privada da fazenda Pontal Sul, conhecida como Projeto Pontal, também é combatida pelas camponesas que reivindicam a desapropriação da área para fins de reforma agrária.

Em 2004, a fazenda Pontal Sul foi ocupada pelos Sem Terra, cuja área total do projeto é de 33.526 hectares. Segundo as mulheres, trata-se de um latifúndio público que deveria ser de uso do povo brasileiro, mas que será privatizado para uso de poucos.
O projeto de implantação da infraestrutura de irrigação, que já foi parcialmente construída pela Codevasf com dinheiro público, vem se arrastando há anos.

As Sem Terra também denunciam que “com a implantação do projeto, as águas do Rio São Francisco, responsáveis em beneficiar toda a população que vive às suas margens, acabaria favorecerá apenas poucas empresas do agronegócio, possivelmente de capital estrangeiro”, disse Suely Silva, da direção estadual do setor de Gênero do MST.

As mobilizações da Jornada de Luta das Mulheres Sem Terra seguem até esta terça-feira (11) no estado de Pernambuco. Desde a semana passada, as mulheres organizadas em torno da Via Campesina realizam mobilizações em todo o país para relembrar o 8 de março.

Neste ano de 2014, a jornada organizada pelas mulheres da Via Campesina traz o lema Mulheres Sem Terra na luta contra o capital e pela Reforma Agrária Popular.

Fonte: http://www.brasildefato.com.br/node/27674  

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Leigo: Sujeito Eclesial.


 CNLB- Conselho Nacional de Leigos do Brasil


Com a finalidade de incentivar a criação de Conselhos de Leigos O Conselho Nacional reuniu nos dias 21,22 e 23, na cidade de Caruarú PE, leigos representantes de 13 Dioceses do Regional Nordeste 2. No encontro fora discutido o papel do leigo frente a realidade vivida no mundo globalizado e em crise. " Se o leigo não se tornar um sujeito eclesial dificilmente a igreja atenderá os apelos do Espirito Santo." Diz Carlos Signorell representante da CNBB, que de acordo com as suas análises: é necessário que haja um protagonismo Laico junto a contituição de uma nova Sociedade.   






quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Seminário de Formação Política


  Paralelo ao 6º Congresso Nacional do MST o Levante popular da Juventude  realizou nos dias 10, 11, 12, 13 e 14 o 1º Seminário de formação Política que contou com representantes de 20 estados brasileiros tendo como objetivo, segundo um dos organizadores, Lúcio RS, a construção de estratégias e a preparação para o Acampamento Nacional que acontecerá em São Paulo no período de 17 a 21 de abril deste. O evento contará com a participação de aproximadamente 3 mil jovens de todos os estados e terá como objetivo a Construção da Coesão na Organização em torno das linhas Políticas. O Levante ainda colaborou no 6º Congresso na área de Agiitação e Propaganda..



6ª Congresso Nacional do MST

         Com o tema:  LUTAR, CONSTRUIR UMA REFORMA  AGRÁRIA POPULAR,
 o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra realizou nos dias 10, 11, 12,13, e 14 deste o 6ª Congresso Nacional onde contou com participação de aproximadamente 16 mil pessoas de 23 estados brasileiro e uma delegação internacionalista com 250 participantes de 30 países representando os cinco continentes. O evento fora realizado no Ginásio Genilson Nelson em Brasília DF. Alem das misticas que celebrava os 30 anos de luta e mesas de expositoras houve também  Amostra Nacional de Cultura com : artesanato, apresentações culturais, e amostra da  produção de alimentos dos assentamentos de todo o país. Na programação do evento aconteceu uma caminhada com aproximadamente 15 mil pessoas que marchou ate o Palácio do Planalto levando uma palta de reinvidicações para a Presidente Dilma ainda fora feito simbolicamente um protesto frente a Embaixada Americana  contra os efeitos e concequência do Agro Negócio. 

      

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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Plebiscito Popular por reforma política será lançado nesta quinta em Petrolina


Reformar o sistema eleitoral e fortalecer a democracia direta e participativa. São os objetivos do Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político, que será lançado nesta quinta-feira (20), às 15h, na Câmara de Vereadores de Petrolina. A entrada é aberta à comunidade. 
A iniciativa, organizada por mais de 20 entidades da região, visa pressionar o Congresso Nacional para mudanças no sistema político. Entre os dias 1º e 7 de setembro deste ano, o povo brasileiro será consultado com a pergunta: “Você é a favor de uma constituinte exclusiva e soberana sobre o sistema político?”. 
"O trabalhadores organizados, que são 90% da população brasileira, tem apenas um terço da representação parlamentar. As mulheres, os negros, os indígenas e a juventude são subrepresentandos, e enquanto vigir esse sistema político, o poder econômico dá as cartas e segrega", destaca Eduardo Mara, militante da Consulta Popular. Ele e Julia Garcia, da Marcha Mundial das Mulheres, estarão em Petrolina para o lançamento do Plebiscito.  
Desde o ano 2000, os Movimentos Sociais começaram a organizar Plebiscitos Populares sobre temas diversos como a dívida externa, entrada do Brasil na Área de Livre Comércio das Américas (Alca) e privatização da Vale do Rio Doce. Milhões de brasileiros/as já expressaram a sua vontade política. 

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Depois dos leilões, Prefeitura de Petrolina agora quer doar antigo Colégio Motiva para empresários de Call Center



A implantação de uma empresa de call center em Petrolina, promete novas polêmicas. Acontece que a prefeitura municipal quer doar o prédio do antigo Colégio Motiva, onde funcionou a Secretaria de Educação, gratuitamente para a empresa “como incentivo”.
Isso mesmo: vendem os prédios públicos, as secretarias vão para casas de particulares pagando aluguel e agora um imóvel caro como esse vão dar de graça.
Até os vereadores de oposição já estão convencidos e prometem votar na doação da área, por medo da reação dos eleitores, já que a empresa promete gerar empregos na cidade.
Ninguém procurou saber na Jucepe ou na da AD-Diper a idoneidade da empresa, nem o que recebeu de incentivos, onde já se instalou ou outras informações relevantes. Ninguém pensou também na possibilidade de apenas ceder as instalações do patrimônio da cidade, sem transferir a posse do bem público para mãos de particulares.
Quer ajudar, vai gerar empregos, ótimo. Fica de graça enquanto estiver funcionando. Poder ficar de graça sem pagar aluguel, quer incentivo maior?
 “Em Petrolina é assim, para empresário de fora tudo pode, mas investir nos (empresários) locais nem pensar. Quantos milhões custa um prédio desses?”, pergunta um empresário da cidade, que recebe apenas a fiscalização e a pressão para pagar os impostos.
Vereador tem que pensar é em fiscalizar o Executivo, proteger o patrimônio do povo e exigir regras claras, e não somente em não perder o voto. Já não bastam tantos terrenos vendidos e que o dinheiro não aparece? agora querem dar uma edificação inteira.
Tudo isso poderia parecer até aceitável. Mas é que leilões, vendas e doações são fatos tão nebulosos na cidade que é difícil acreditar em boa fé.

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